O que é a escleroterapia
A escleroterapia é um procedimento indicado para o tratamento de telangiectasias, os chamados vasinhos, e de pequenas varizes reticulares, vasos de calibre discretamente maior que os vasinhos, mas ainda considerados superficiais. Consiste na injeção de uma substância esclerosante diretamente no interior do vaso, que provoca uma reação inflamatória controlada na parede interna da veia. Essa reação leva ao fechamento do vaso, que passa a ser absorvido gradualmente pelo organismo ao longo de semanas, resultando no clareamento progressivo da região tratada.
Diferente das técnicas usadas para veias de maior calibre, como laser endovenoso ou radiofrequência, a escleroterapia não exige anestesia local com sedação nem introdução de cateter. É um procedimento realizado com agulhas finas, em consultório, sem necessidade de preparo especial.
Quando a escleroterapia é indicada
A escleroterapia é indicada principalmente por questões estéticas, para o tratamento de vasinhos visíveis na pele, mas também pode ser indicada em casos de pequenas varizes reticulares associadas a desconforto leve. A decisão sobre a técnica mais adequada depende de uma avaliação clínica e, quando necessário, de ecografia vascular com Doppler, para descartar insuficiência de veias de maior calibre que possam estar alimentando os vasinhos superficiais.
- Telangiectasias (vasinhos): indicação clássica e mais comum da escleroterapia.
- Varizes reticulares: vasos de calibre um pouco maior, tratados geralmente com técnica em espuma.
- Avaliação prévia por ecografia: importante quando há suspeita de que os vasinhos sejam alimentados por uma veia de maior calibre com refluxo, o que pode exigir tratamento complementar antes da escleroterapia.
Escleroterapia líquida x espuma
De forma geral, existem duas formas de preparo da substância esclerosante usada na escleroterapia. A forma líquida é aplicada diretamente e costuma ser reservada para vasos muito finos, como telangiectasias superficiais. Já a técnica em espuma é obtida pela mistura da solução esclerosante com ar, em proporção controlada pelo médico durante o procedimento, criando uma espuma que ocupa maior volume dentro do vaso e prolonga o tempo de contato com a parede venosa. Essa característica torna a espuma mais indicada para varizes reticulares e vasos de calibre um pouco maior que os vasinhos finos.
| Aspecto | Escleroterapia líquida | Escleroterapia em espuma |
|---|---|---|
| Indicação principal | Telangiectasias (vasinhos finos) | Varizes reticulares, vasos de calibre um pouco maior |
| Volume de contato com a parede do vaso | Menor | Maior, por ocupar mais espaço no vaso |
| Preparo | Aplicação direta da solução | Mistura controlada da solução com ar |
Como é a sessão
A sessão de escleroterapia costuma durar entre 20 e 40 minutos, dependendo da quantidade de vasos tratados. A substância esclerosante é aplicada com agulhas finas diretamente nos vasos visados, sem necessidade de anestesia local prévia na maioria dos casos. Ao final, pode ser recomendado o uso de meia de compressão ou curativo compressivo local por um período determinado, para favorecer o fechamento adequado dos vasos tratados.
Cuidados após a sessão
- Uso de meia de compressão pelo tempo orientado pelo médico, especialmente após tratamento de varizes reticulares em espuma.
- Evitar exposição solar direta na região tratada nas semanas seguintes, para reduzir o risco de manchas na pele.
- Caminhadas leves são recomendadas logo após a sessão.
- Evitar banhos muito quentes ou saunas nos primeiros dias após o procedimento, conforme orientação médica.
O resultado da escleroterapia é progressivo e pode exigir mais de uma sessão. Pequenas manchas escuras temporárias no trajeto do vaso tratado são um efeito esperado durante o processo de absorção, e tendem a desaparecer ao longo de semanas ou meses.
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