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Radiofrequência para Varizes em Brasília

A radiofrequência é uma técnica minimamente invasiva que fecha veias varicosas insuficientes por dentro, usando energia térmica controlada, sem retirada cirúrgica. Um cateter introduzido no vaso libera energia gradual, fechando a parede venosa. É ambulatorial, com anestesia local e sedação leve, boa tolerância e recuperação rápida, indicada conforme avaliação por ecografia Doppler em Brasília.

Revisado por Dr. Davi Heckmann, CRM-DF 26937 | RQE 18064, 18065, 19457 · Atualizado em 21 de julho de 2026

O que é a ablação por radiofrequência

A ablação por radiofrequência é uma técnica minimamente invasiva para tratamento de varizes causadas por insuficiência venosa, condição em que as válvulas internas da veia perdem a função de direcionar o sangue de forma adequada, permitindo refluxo e dilatação progressiva do vaso. Um cateter fino é introduzido no interior da veia doente, guiado por ecografia vascular com Doppler, e libera energia de radiofrequência de forma controlada ao longo do trajeto. Essa energia aquece a parede interna do vaso, provocando sua contração imediata e o fechamento definitivo com o passar das semanas seguintes.

Assim como o laser endovenoso, a radiofrequência dispensa a retirada física da veia. O corpo absorve gradualmente o vaso fechado, e o sangue passa a circular por veias saudáveis vizinhas, sem prejuízo à circulação da perna.

Como funciona o mecanismo de energia

A principal diferença entre a radiofrequência e o laser endovenoso está na forma como a energia é aplicada. No laser, a energia é liberada por luz concentrada emitida na ponta de uma fibra óptica. Na radiofrequência, o cateter possui eletrodos que entram em contato direto com a parede da veia e liberam energia térmica de forma mais uniforme e controlada por temperatura, geralmente em torno de 120°C, sendo essa temperatura monitorada automaticamente pelo equipamento durante toda a aplicação.

Essa liberação controlada por temperatura é um dos motivos pelos quais a radiofrequência costuma ser associada a menor incidência de hematomas e desconforto pós-procedimento em alguns pacientes, embora ambas as técnicas sejam consideradas seguras e eficazes quando bem indicadas.

Indicação clínica

A indicação da radiofrequência segue os mesmos princípios de qualquer tratamento de varizes: depende do calibre da veia insuficiente, do estágio da doença na Classificação CEAP e dos sintomas apresentados pela paciente. É indicada principalmente para troncos venosos superficiais insuficientes, como a veia safena magna e parva, confirmados por ecografia vascular com Doppler.

  • Veias de tronco com refluxo: indicação central para radiofrequência.
  • Sintomas de insuficiência venosa como peso, cansaço e edema ao final do dia reforçam a indicação, além do aspecto estético.
  • Varizes tributárias associadas podem ser tratadas na mesma sessão, conforme avaliação médica.

Comparação com o laser endovenoso

AspectoRadiofrequênciaLaser endovenoso
Fonte de energiaContato direto com eletrodo, temperatura controladaLuz concentrada emitida por fibra óptica
AnestesiaLocal com sedação leveLocal com sedação leve
Indicação principalVeias de tronco com refluxo confirmadoVeias de tronco com refluxo confirmado
RecuperaçãoRápida, retorno em poucos diasRápida, retorno em poucos dias

Na prática, as duas técnicas têm indicações semelhantes e resultados comparáveis quando aplicadas corretamente. A escolha entre elas costuma considerar o calibre e o trajeto específico da veia, a disponibilidade do equipamento e a experiência do cirurgião vascular com cada tecnologia.

Recuperação e cuidados pós-procedimento

A recuperação após a radiofrequência costuma ser rápida. A maior parte das pacientes caminha ainda no consultório logo após o procedimento e retoma atividades leves em 1 a 2 dias. Alguns cuidados são recomendados:

  • Uso de meia de compressão pelo período orientado pelo médico, para reduzir inchaço e apoiar o fechamento da veia.
  • Caminhadas regulares desde o primeiro dia, para estimular a circulação.
  • Evitar esforço físico intenso nos primeiros dias após o procedimento.
  • Retorno em consulta de controle com ecografia vascular com Doppler para confirmar o fechamento completo da veia.

A radiofrequência não é indicada em casos de trombose venosa ativa, infecção no local a ser tratado ou durante a gestação. A confirmação da indicação depende de avaliação clínica associada à ecografia vascular com Doppler.

Quer entender se a radiofrequência é a técnica mais indicada para o seu caso? Agende uma avaliação com ecografia vascular.

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Perguntas frequentes

Radiofrequência dói mais que o laser endovenoso?

As duas técnicas costumam ter tolerância semelhante, já que ambas usam anestesia local com sedação. Alguns pacientes relatam menos desconforto e menos hematoma com a radiofrequência, mas a experiência pode variar conforme o calibre da veia tratada.

Quanto tempo leva o procedimento?

Em geral, entre 30 e 60 minutos, dependendo da extensão da veia tratada e de eventuais procedimentos associados na mesma sessão.

A radiofrequência serve para vasinhos?

Não. É indicada para veias de tronco, como a safena, que apresentam refluxo confirmado por ecografia. Vasinhos e pequenas varizes reticulares são tratados com escleroterapia.

Preciso ficar internado?

Não. O procedimento é ambulatorial, e a paciente recebe alta no mesmo dia, geralmente caminhando ainda no consultório.

Qual a diferença entre radiofrequência e laser endovenoso?

Ambas fecham a veia por dentro, mas usam formas diferentes de energia: a radiofrequência aquece por contato direto do cateter com a parede da veia, enquanto o laser usa luz concentrada. Na prática, as indicações são semelhantes e a escolha depende da avaliação do cirurgião vascular.

Fontes e referências

Dr. Davi Heckmann — Formação e Credenciais

O Dr. Davi Heckmann é médico angiologista e cirurgião vascular, com mais de 10 anos de experiência dedicados ao diagnóstico e tratamento de doenças venosas, arteriais e linfáticas, com foco especializado em varizes dos membros inferiores, lipedema e saúde vascular feminina.

  • Formado em medicina há mais de 15 anos, com especialização em Cirurgia Vascular.
  • Especialização em Cirurgia Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler.
  • Fellowship na Medical University of South Carolina (EUA), em radiologia intervencionista.
  • CRM-DF 26937 | RQE 18064, 18065, 19457.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Davi Heckmann. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.

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