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Varizes Pélvicas: uma causa pouco investigada de dor pélvica crônica

A síndrome da congestão pélvica, causada por varizes nas veias pélvicas, é uma origem vascular pouco investigada da dor pélvica crônica em mulheres. O quadro piora ao fim do dia, após ficar em pé ou nas relações sexuais, às vezes com varizes visíveis na vulva. O diagnóstico é feito com o ginecologista, e o tratamento é a embolização das veias por cateterismo, em Brasília.

Revisado por Dr. Davi Heckmann, CRM-DF 26937 | RQE 18064, 18065, 19457 · Atualizado em 21 de julho de 2026

O que é a síndrome da congestão pélvica

A síndrome da congestão pélvica é causada pela presença de varizes nas veias do interior da pelve, geralmente envolvendo as veias ovarianas e, com menor frequência, as veias ilíacas internas. Quando essas veias perdem o funcionamento adequado das válvulas, o sangue reflui e se acumula na região pélvica, gerando dilatação venosa progressiva e um quadro de dor crônica que muitas vezes é atribuído erroneamente apenas a causas ginecológicas.

Assim como ocorre nas varizes dos membros inferiores, fatores hormonais femininos participam da fisiopatologia da congestão pélvica. O estrogênio e a progesterona influenciam o tônus da musculatura das paredes venosas em todo o corpo, e gestações prévias são um fator de risco relevante, já que o aumento de volume sanguíneo e a compressão pélvica durante a gravidez podem levar à dilatação permanente das veias ovarianas.

Por ser uma condição menos conhecida do que as varizes de perna, a síndrome da congestão pélvica costuma levar anos para ser diagnosticada corretamente. Muitas pacientes passam por diversas avaliações ginecológicas sem causa definida antes de chegar à investigação vascular específica.

Sintomas característicos

  • Dor pélvica crônica: presente por mais de seis meses, geralmente descrita como peso ou pressão na região baixa do abdome.
  • Piora ao final do dia: a dor tende a se intensificar conforme a mulher permanece em pé ou sentada por longos períodos.
  • Piora após ficar muito tempo em pé: atividades que exigem posição ortostática prolongada agravam o quadro.
  • Dor durante ou após relações sexuais: a dispareunia profunda é um sintoma frequentemente relatado.
  • Piora no período menstrual: a congestão pélvica costuma se intensificar nos dias que antecedem ou durante a menstruação.
  • Varizes visíveis na vulva ou na parte interna da coxa: sinal externo que reflete o refluxo das veias pélvicas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da congestão pélvica exige uma abordagem multidisciplinar, com avaliação conjunta entre ginecologista e cirurgião vascular. O ginecologista tem papel central em descartar outras causas de dor pélvica crônica, como endometriose, miomas ou aderências, enquanto o cirurgião vascular investiga especificamente a presença de varizes pélvicas e seu impacto sobre os sintomas.

O exame inicial mais utilizado é a ecografia pélvica transvaginal com Doppler, capaz de identificar veias dilatadas na região dos anexos e avaliar a presença de refluxo. Em casos em que o planejamento terapêutico exige mais detalhes anatômicos, como o mapeamento preciso das veias ovarianas e ilíacas, podem ser solicitados exames complementares de imagem, como angiotomografia ou ressonância magnética pélvica.

Dor pélvica crônica que piora com a posição em pé, durante ou após relações sexuais e no período menstrual merece investigação vascular específica, especialmente quando exames ginecológicos não encontram uma causa isolada para os sintomas.

Tratamento por embolização das veias pélvicas

O tratamento de escolha para a síndrome da congestão pélvica é a embolização das veias pélvicas, um procedimento minimamente invasivo realizado por cateterismo, sem necessidade de incisões abdominais. Por meio de uma pequena punção, geralmente na virilha ou no braço, o cirurgião vascular navega um cateter até as veias ovarianas ou ilíacas internas dilatadas e as oclui internamente com molas metálicas ou substâncias esclerosantes, interrompendo o refluxo responsável pela congestão.

O procedimento costuma ser realizado com sedação e anestesia local, com recuperação relativamente rápida quando comparado a uma cirurgia aberta. A resposta aos sintomas de dor pélvica costuma ser observada nas semanas seguintes ao procedimento, embora o tempo de melhora varie conforme o tempo de evolução do quadro e a extensão das veias tratadas.

EtapaO que envolve
Avaliação inicialConsulta conjunta com ginecologista e cirurgião vascular
Exame de imagemEcografia pélvica transvaginal com Doppler
Exames complementaresAngiotomografia ou ressonância magnética, quando necessário
TratamentoEmbolização das veias pélvicas por cateterismo

Quando procurar avaliação

Mulheres com dor pélvica crônica sem diagnóstico definido, especialmente quando associada às características típicas de piora postural, menstrual ou relacionada à atividade sexual, devem considerar a avaliação vascular como parte da investigação. Identificar a congestão pélvica precocemente evita anos de sintomas mal explicados e direciona o tratamento à sua causa real.

Tem dor pélvica crônica sem diagnóstico definido? Avalie a possibilidade de varizes pélvicas em Brasília.

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Perguntas frequentes

O que é a síndrome da congestão pélvica?

É um quadro causado por varizes nas veias pélvicas, geralmente decorrentes de refluxo nas veias ovarianas ou ilíacas internas. O sangue se acumula nessas veias dilatadas, gerando congestão e dor pélvica crônica, um diagnóstico frequentemente subdiagnosticado.

Como diferenciar dor pélvica ginecológica de dor por congestão pélvica?

A dor por congestão pélvica costuma ter características próprias, como piora ao final do dia, após permanecer muito tempo em pé, durante ou logo após relações sexuais, e ao redor do período menstrual. Por isso, o diagnóstico exige avaliação conjunta entre ginecologista e cirurgião vascular, já que outras causas ginecológicas precisam ser descartadas.

Qual exame confirma o diagnóstico de varizes pélvicas?

A investigação geralmente começa pela ecografia pélvica transvaginal com Doppler, capaz de identificar veias pélvicas dilatadas e refluxo venoso. Em casos selecionados, exames complementares como angiotomografia ou ressonância magnética são solicitados para mapear melhor a anatomia venosa antes do tratamento.

Como é feito o tratamento das varizes pélvicas?

O tratamento de escolha é a embolização das veias pélvicas, um procedimento minimamente invasivo realizado por cateterismo, no qual as veias dilatadas responsáveis pela congestão são ocluídas por dentro, sem necessidade de cirurgia aberta.

Varizes na vulva ou na coxa interna sempre indicam congestão pélvica?

Não necessariamente, mas são um sinal frequente associado à síndrome. Essas varizes recebem sangue que reflui das veias pélvicas dilatadas, e sua presença, somada à dor pélvica crônica com as características típicas, reforça a suspeita diagnóstica.

Fontes e referências

Dr. Davi Heckmann — Formação e Credenciais

O Dr. Davi Heckmann é médico angiologista e cirurgião vascular, com mais de 10 anos de experiência dedicados ao diagnóstico e tratamento de doenças venosas, arteriais e linfáticas, com foco especializado em varizes dos membros inferiores, lipedema e saúde vascular feminina.

  • Formado em medicina há mais de 15 anos, com especialização em Cirurgia Vascular.
  • Especialização em Cirurgia Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler.
  • Fellowship na Medical University of South Carolina (EUA), em radiologia intervencionista.
  • CRM-DF 26937 | RQE 18064, 18065, 19457.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Davi Heckmann. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.

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